Gostaria de registrar aqui um poema que o meu pai escreveu pra ficar on-line disponível para todos. Aí eu como posso publicar como é que você chegou nessa
Valter Brumatte
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
terça-feira, 10 de agosto de 2021
Manhã no quintal
Dia de manhã em mim...
No meu peito
Ouço o batuque da vida
Na cadência do coração,
Enquanto os ponteiros do relógio,
Passo a Passo, passam,
Deixando as pegadas pelo chāo.
O sol brinca e rola
E se embola na luz
E reluz na grama do quintal
Como um cachorro em festa.
O pescoço do galo
Feito pescoço de garrafa,
Pelo gargalo,
Despeja no céu
A espuma do primo canto
Num espoucar de arco-iris.
E o dia se veste
Do gramado verde
Com pérolas de água
Que vão ecoando pelo chão
A dança dos raios de sol
Que me encantam...
E os reflexos dos fios de luz
Vão tecendo nos meus olhos
A teia tênue
Da saudade e da solidão...
Essa solidão da idade,
Essa saudade...
Da infância...
Distância...
quinta-feira, 24 de setembro de 2020
CANÇÃO À VIDA (à minha mãe, com saudade).
No tic-tac do tempo, ela veio, passo a passo,
Enquanto a vida foi ficando para trás,
Mas foi iluminando todo o espaço,
Com um sorriso meigo e cheio de paz.
Assim, ela foi vindo, sem nenhum cansaço,
De um tempo longe, quase eterno,
Desenhando a lida com régua e compasso,
Com tintas e beijos do carinho materno.
Trouxe no colo sempre flores e abraços,
E, assim, em sua caminhada só de ida,
Plantou o amor que florece por onde eu passo.
Com alma SANTA, corpo forte como o aço,
Sorriu, mesmo nas horas mais doídas,
Eternizou saudade, nos versos que faço.
quarta-feira, 23 de setembro de 2020
MENINA-MULHER
A vida, Menina,
É a arte
Parte por parte
Que não se reparte.
Infância:
O sonho.
Juventude:
A paixão.
Idade madura:
A saudade.
São partes da vida
Que não se repartem.
A vida, Mulher,
São as folhas do trevo,
É o verso que escrevo,
É o tempo que se desfolha,
Folha por folha
Bem-me-quer,
Só bem te quero,
Menina-Mulher.
domingo, 12 de novembro de 2017
Teus braços - meu porto
Estou só neste instante,
Neste meu barco que vai
E sonho um sonho distante
No fim da tarde que cai.
Eu fico assim absorto,
Triste nauta a cismar
Na ilusão de ver o porto
Para depois ancorar.
Mas esse porto-saudade
Que aos poucos me invade,
Não é terra , não é mar
São teus braços abertos
Que eu sinto bem perto
Vindo pra me abraçar.
SOLITUDE
Espinho que morde a carne,
Verme que come o cerne,
Chama que queima e arde,
Fuga de um covarde.
...........Solidão...................
O fundo estagnado do poço,
Navalha cortando o pescoço,
Dor de silêncio dormido,
De arame furando o ouvido.
...........Solidão...................
Nervo , faca de corte,
Dilacerar de chicote,
Corpo morto em pedaços,
Noite...espelho...estilhaços.
............Solidão...................
Solitude
............Só de tudo.............
segunda-feira, 3 de julho de 2017
Meninas
Meninas que olham
A luz,
À sombra,
O sol,
As estrelas,
A chuva,
A Lua,
As uvas,
As ruas,
O céu,
As matas,
Os animais,
Os peixes,
As aves,
O arco-íris,
Iris dos meus olhos.
Meninas!
Que não vêem o vento,
Que não vêem o tempo,
O silêncio,
A solidão.
Meninas,
Como são belos seus sorrisos,
Que irradiam alegria e luz
Sobre esse momento
Triste dentro da noite.
Meninas que olham
0lhem nos meus olhos
As lágrimas que me cegam,
Mas não sintam minha dor.
Meninas,
Meninas dos olhos,
Só olhem,
Só orem por mim...
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